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Histórias Cruzadas — Eliana Martins | Editora Ática (PNLD Literário Equidade — Ensino Médio)
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Histórias Cruzadas — Eliana Martins | Editora Ática (PNLD Literário Equidade — Ensino Médio)

Publicado pela Editora Ática e integrante do catálogo do PNLD Literário Equidade — Ensino Médio, Histórias Cruzadas é um romance de autoria de Eliana Martins, com ilustrações de Fernando Vilela. A obra está em sua 2ª edição (São Paulo, 2025) e traz o registro ISBN 978-65-267-0653-4.

O livro entrelaça duas linhas narrativas: a de Janaína, uma adolescente de São Paulo às vésperas do vestibular, e a do povo indígena panará (também chamado krenakore), a partir da aldeia Nasepotiti, no Pará. Um sonho recorrente de Janaína com um pajé desconhecido dá início a uma jornada de descobertas que une gerações, culturas e territórios — do Xingu às ruas de São Paulo.

Sinopse de Histórias Cruzadas

Um sonho de Janaína desencadeia toda a narrativa. A jovem, que recebeu dos pais um nome indígena que significa "mãe dos peixes", inicia a história com a certeza de que os povos originários não fazem parte da sua ancestralidade. Ainda assim, é a figura de um velho pajé que aparece em seu sonho uma noite e passa a povoar os seus dias, alterando sua vida e a de muita gente ao redor dela.

O ancião do sonho não fala a língua de Janaína, mas a jovem compreende que ele precisa de ajuda. Sem entender as palavras que o velho indígena pronuncia, Janaína se envolve em uma busca por traduções e explicações, acompanhada da irmã, Jade, uma promissora advogada, e do namorado, Luc, apaixonado estudante de História. Os três travam um árduo caminho investigativo e, com o tempo, conseguem reunir aliados nessa procura por respostas.

Em outra época e outro lugar, Toriaua se preocupa com o futuro do seu povo, os krenakore — também conhecidos como "gigantes do norte" ou panará. Seu pai, o pajé Yauapi, carregara durante toda a vida um amuleto herdado por gerações: uma pedra que, pendurada ao pescoço, tornava o pajé capaz de invocar os espíritos dos rios e da floresta. Mas, no momento em que o amuleto deveria ser transferido para Toriaua, Yauapi morre e a pedra desaparece.

À perda do pajé e do amuleto soma-se o prenúncio da chegada de pakyã'akriti, a falsa estrela cadente — sinal de tempos sombrios para os krenakore. É nesse cenário que surgem aliados dispostos a ajudar a recuperar o que se perdeu, entre eles Orlando e Cláudio Villas-Bôas, sertanistas e defensores dos povos indígenas do Brasil que, ao lado do irmão Leonardo, ficaram conhecidos como os irmãos Villas-Bôas.

Assim, diferentes povos, locais e tempos — e, enfim, histórias — se cruzam em uma busca comum, revelando a Janaína uma ancestralidade indígena que ela desconhecia por completo.

Sobre a autora — Eliana Martins

Eliana Sanches Hernandes Martins nasceu e mora em São Paulo (SP). Escritora de literatura infantil e juvenil, roteirista e dramaturga, já ultrapassou a marca de 90 livros publicados. Entre os reconhecimentos recebidos estão Menções Altamente Recomendáveis da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Prêmio Lúcia Benedetti de Teatro para o Jovem e o Prêmio Flipoços de Melhor Livro de Imagens, além de ter sido finalista de prêmios como o Jabuti e o Barco a Vapor. Com livros adotados por programas de governo, tornou-se conhecida por estudantes de todo o Brasil.

A pesquisa por trás do livro

Na entrevista incluída ao final da obra, Eliana Martins conta que a pandemia impediu sua viagem programada à Amazônia, então optou por conviver com indígenas da aldeia paulista Tenondé Porã (Parelheiros, São Paulo) durante a pesquisa. Ela também contou com a colaboração de indígenas como Kunity Metuktire Panará, que traduziu falas para a língua jê e a inseriu virtualmente no cotidiano de sua aldeia, além de Sandra Nanayana e Jera Guarani, entre outros colaboradores citados nos agradecimentos do livro.

A autora relata ainda uma curiosidade pessoal: durante as pesquisas, descobriu que uma de suas próprias bisavós, Alice Sanches Maciel, tinha origem indígena — uma revelação que ela incorporou à história de Janaína no livro.

Estrutura e apoio pedagógico da obra

Divisão em partes

O romance está organizado em duas partes — "Histórias" e "Cruzadas" —, antecedidas por um prólogo que apresenta o mito de origem do amuleto entre os krenakore.

Bate-papo com a autora

Ao final do livro, uma seção de entrevista ("Bate-papo com Eliana Martins") traz reflexões da autora sobre diversidade cultural na literatura, a importância da demarcação de terras indígenas, o Estatuto do Índio, a presença de autores indígenas na literatura brasileira e o processo de pesquisa e escrita da obra.

Conteúdo complementar

A obra inclui ainda um boxe informativo intitulado "Povos indígenas hoje", com dados sobre moradia, vestimentas, território e conflitos fundiários enfrentados por povos indígenas no Brasil, citando fontes como o Conselho Missionário Indigenista e o Greenpeace.

Temas centrais da obra

  • Ancestralidade e identidade indígena: a descoberta de Janaína sobre sua própria origem indígena, até então desconhecida.
  • Povos originários do Brasil: a vida do povo panará (krenakore), suas tradições, seu pajé e seus rituais.
  • Memória histórica: a presença dos irmãos Villas-Bôas e da Expedição Roncador-Xingu, remetendo à Marcha para o Oeste do governo Getúlio Vargas.
  • Direitos indígenas: menções à Convenção da OIT sobre povos indígenas e tribais (1989) e ao Estatuto do Índio, discutidas pelos personagens Jade e Marco Aurélio, ambos advogados.
  • Relações familiares e afetivas: o vínculo entre Janaína e a irmã Jade, o namoro com Luciano e o reencontro da família Prioli com sua própria história.

Ficha técnica

Título Histórias Cruzadas
Autora Eliana Martins
Ilustrador Fernanado Vilela
Editora Ática
Edição 2ª edição, São Paulo, 2025
ISBN 978-65-267-0653-4
Gênero Literatura Infantojuvenil / Povos indígenas - Ficção infantojuvenil
Programa PNLD Equidade - Ensino Médio
CAE 909298

Perguntas frequentes (FAQ)

A obra é de autoria de Eliana Sanches Hernandes Martins, escritora paulistana de literatura infantojuvenil, roteirista e dramaturga, com mais de 90 livros publicados e diversos prêmios recebidos, como Menções Altamente Recomendáveis da FNLIJ e o Prêmio Lúcia Benedetti de Teatro para o Jovem.