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O papel do professor no combate à reprovação e evasão escolar

9 de junho de 2026,
E-docente
O papel do professor no combate à evasão escolar e reprovação

A garantia do acesso à educação e o combate à evasão escolar constituem-se como uma importante conquista social, entretanto, possibilitar que os estudantes permaneçam na escola e concluam sua trajetória escolar com sucesso permanece como um grande desafio para o sistema educacional brasileiro.

Nas últimas décadas, observamos avanços expressivos, porém os fenômenos da evasão e da reprovação escolar continuam impactando milhares de crianças, jovens e adultos, comprometendo não apenas as aprendizagens como também suas oportunidades de desenvolvimento pessoal, social e profissional.

Nesse cenário, torna-se essencial compreender que fatores contribuem para o abandono e o fracasso escolar, bem como as estratégias capazes de promover a permanência dos estudantes com qualidade. Entre os diversos sujeitos envolvidos nesse processo, destaca-se o docente, cuja atuação pode fortalecer vínculos, favorecer aprendizagens significativas e contribuir para a construção de trajetórias escolares mais exitosas.

Assim, este artigo discute os desafios relacionados à evasão e à reprovação escolar, analisando a importância da ação docente no enfrentamento dessas problemáticas.

Entre a permanência e o abandono: desafios da trajetória escolar

Entre os diversos desafios da educação contemporânea, a evasão e a reprovação escolar destacam-se como fenômenos que comprometem o direito à educação e o desenvolvimento integral dos estudantes, merecendo a atenção de toda a comunidade escolar.

Esses problemas impactam não apenas o desempenho acadêmico como também as oportunidades futuras dos estudantes. Assim, faz-se necessário compreender os fatores que contribuem para a continuidade dessas questões, de modo a construir estratégias que favoreçam a permanência e o sucesso dos estudantes na escola, destacando o papel do docente nesse processo.

Principais causas da evasão escolar no Brasil

A evasão escolar ocorre quando o estudante interrompe sua trajetória educacional e deixa de frequentar a escola em que estava matriculado. As razões que levam ao abandono escolar são diversas e envolvem fatores sociais, econômicos, familiares e pedagógicos.

Leia Mais: https://www.edocente.com.br/blog/a-evasao-escolar-no-brasil/

Entre elas, destacam-se a necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho para complementar a renda familiar, situações de vulnerabilidade social, conflitos familiares, gravidez na adolescência, dificuldades de aprendizagem, problemas emocionais e a falta de identificação com o ambiente escolar, fatores que frequentemente resultam na desmotivação para os estudos.

Além disso, práticas pedagógicas pouco significativas, currículos distantes da realidade dos estudantes, bem como a ausência do acompanhamento adequado podem contribuir para o desinteresse e o afastamento progressivo da escola. A evasão nem sempre ocorre de maneira repentina, sendo precedida por faltas frequentes, baixo rendimento escolar e fragilização dos vínculos com a comunidade escolar.

Entendendo a reprovação e a defasagem idade-série

A reprovação escolar, por sua vez, ocorre quando o estudante não alcança os objetivos de aprendizagem esperados para determinada etapa de ensino, sendo necessário cursá-la novamente. Quando esta situação se acumula em dois ou mais anos de repetência escolar, há o fenômeno da defasagem, também denominado distorção idade-série, caracterizado pela discrepância da idade do estudante com o ano escolar que frequenta.

Leia Mais: https://www.edocente.com.br/blog/defasagem-idade-ano/

Quanto maior o número de reprovações acumuladas, maiores tendem a ser as chances de abandono escolar. Muitos estudantes passam a se sentir desmotivados, excluídos ou deslocados por estarem inseridos em turmas com estudantes mais jovens, o que pode comprometer seu vínculo com a escola. Assim, evasão e reprovação configuram-se como fenômenos que estão estreitamente relacionados e que se retroalimentam.

As diferenças entre a rede pública e a rede privada de ensino

É importante salientar que, quando analisamos esses fenômenos na rede privada de ensino, a realidade apresenta características distintas da rede pública. Em relação à evasão escolar, a recente redução de matrículas na rede privada está atrelada a fatores econômicos e à redução demográfica da população em idade escolar. As taxas de reprovação e de distorção idade-série, na rede privada, são historicamente inferiores às registradas na rede pública.

Diante desse cenário, especialmente no contexto da educação pública, torna-se importante compreender como a evasão e a reprovação se apresentam na atualidade, para que possamos refletir sobre estratégias e ações capazes de transformar essa realidade e favorecer trajetórias escolares mais exitosas.

Dados da evasão e reprovação escolar no Brasil

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgaram, em fevereiro de 2026, os dados preliminares do Censo Escolar de 2025. Entre os resultados apresentados, destaca-se a queda de um milhão de estudantes matriculados na Educação Básica, com maior impacto na Educação Infantil e no Ensino Médio.

Segundo o INEP, essa diminuição de matrículas acontece tanto pela queda da população em idade escolar como pela melhora dos índices de fluxo, especialmente pela redução da repetência e da distorção idade-série. No Ensino Fundamental, a taxa de frequência escolar entre as crianças de 6 a 14 anos em 2025 alcançou 99,5%, indicando a universalização dessa etapa de ensino.

O panorama do Ensino Médio e os indicadores de permanência

No âmbito do Ensino Médio, os dados apresentam resultado contraditório, pois apesar da expressiva redução de 419 mil matrículas entre 2024 e 2025, equivalente a 5,39%, os indicadores de permanência escolar apresentaram avanços significativos.

La taxa de abandono caiu de 6,4% em 2022 para 3,6% em 2024, representando uma redução de 43%. No mesmo período, a reprovação diminuiu em 33%. Quanto à distorção idade-série, houve redução de 27,5% entre os anos de 2022 e 2025 (MEC, 2026).

Leia Mais: https://www.edocente.com.br/blog/evasao-escolar-no-ensino-medio-causas-consequencias-e-possiveis-solucoes/

Reduziu-se o número de jovens entre 15 e 17 anos fora do sistema educacional e os que evadiram de maneira precoce os estudos, com sua presença subindo de 89% em 2019 para 93,2% em 2025. Isso é um avanço, mas continua abaixo do previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O impacto das políticas públicas na redução do abandono escolar

Esses dados refletem, entre outros fatores, os investimentos realizados por meio de políticas públicas voltadas à permanência escolar, como o programa Pé-de-meia, que em dois anos fez a evasão no Ensino Médio caiu pela metade, bem como as mudanças curriculares propostas pelo Novo Ensino Médio.

Políticas sociais consolidadas, como o Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), Programa Saúde na Escola (PSE), entre outros, também representam papel relevante ao favorecer condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes ao longo de sua trajetória escolar.

Apesar dos avanços pontuados, os desafios permanecem significativos. Em 2024, cerca de 66,2 milhões de brasileiros com mais de 25 anos não haviam concluído a Educação Básica, o que representa quase um terço da população brasileira (IBGE, 2025). Dessa forma, garantir não apenas o acesso, mas também a permanência dos estudantes com aprendizagem, equidade e qualidade continua sendo uma das principais demandas da educação brasileira.

Nesse contexto, embora as políticas públicas desempenhem papel fundamental, a atuação docente se revela como estratégica para o enfrentamento da evasão e da reprovação escolar, aspecto que será discutido a seguir.

Construindo vínculos, fortalecendo permanências: o papel docente

Ao longo da minha trajetória escolar como estudante da rede pública de ensino, algumas das recordações mais significativas são de professores que não apenas contribuíram para a construção de conhecimentos, competências e habilidades, mas que também marcaram minha formação humana por meio de atitudes de acolhimento, empatia e solidariedade.

Esses educadores fizeram da escola um espaço de aprendizagem, pertencimento, e, principalmente, de construção de sonhos para um futuro melhor. Apesar das dificuldades diversas que enfrentei, foi a partir das práticas comprometidas e do incentivo constante desses profissionais que construí uma vinculação com o espaço escolar que me fez permanecer estudando e criando bases para me tornar o que hoje sou e, com muito orgulho, uma professora!

Longe de romantizar a prática docente, não podemos negar a força que o papel do professor tem para a permanência dos estudantes na escola. Muitas são as dificuldades que crianças, jovens e adultos enfrentam cotidianamente para permanecer estudando.

Questões sociais, econômicas, familiares, emocionais, somadas às dificuldades de aprendizagem e, por vezes, a práticas pedagógicas pouco significativas, podem conduzir os estudantes ao afastamento do ambiente escolar. Quando a escola não consegue reconhecer as singularidades dos alunos e incluí-los efetivamente em seu projeto educativo, o risco de evasão e repetência escolar tende a aumentar.

A representação do ambiente escolar na cultura e na ficção

Esta realidade é retratada na série Segunda Chamada, que apresenta a trajetória de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) marcados por histórias de interrupção de estudos, vulnerabilidade social e exclusão escolar.

Em vários episódios, a professora Lúcia demonstra que a permanência dos estudantes na escola depende não apenas de políticas públicas, mas também de escuta sensível, construção de vínculos e, principalmente, do compromisso do docente com a aprendizagem e o desenvolvimento humano de seus estudantes.

De forma semelhante, o filme Escritores da Liberdade, inspirado em uma história real, retrata a atuação da professora Erin Gruwell junto com os estudantes marcados por situação de violência, preconceito e exclusão social.

Ao reconhecer as potencialidades dos discentes e desenvolver práticas pedagógicas alinhadas com as suas experiências de vida, a docente fortalece o sentimento de pertencimento à escola e contribui para a transformação de trajetórias pessoais e acadêmicas.

Práticas pedagógicas e metodologias ativas contra o desinteresse

A partir dessa perspectiva, torna-se evidente que o professor exerce um papel fundamental no combate à evasão e à reprovação escolar, atuando como mediador do conhecimento, incentivador da aprendizagem, orientador na construção de projetos de vida, e, principalmente, enquanto agente que atua para fortalecer o vínculo dos estudantes com a instituição escolar.

Leia mais: https://www.edocente.com.br/blog/evasao-escolar/

Para tal, é necessário que os conhecimentos trabalhados façam sentido para a vida dos estudantes, permitindo que sejam protagonistas dessa construção, sendo o processo de ensino e aprendizagem voltado ao fazer, indagar, investigar, experimentar e refletir.

Nesse contexto, torna-se essencial compreender as diferentes realidades dos estudantes e planejar práticas pedagógicas que articulem teoria e prática, valorizando os saberes construídos em suas vivências.

A educação, assim, deve valorizar os saberes prévios dos educandos e promover uma construção dialógica do conhecimento, buscando ser crítica e não bancária (FREIRE, 1996). Nesse sentido:

Todo ensino precisa partir das condições sociais, culturais e materiais concretas de vida dos alunos, fazendo uma articulação entre o conhecimento científico e o conhecimento cotidiano gerado nas vivências dos alunos em sua realidade social, cultural e material. Não posso garantir uma escolarização comum sem considerar as características individuais e sociais dos alunos, o repertório com o qual chegam à escola, seus modos de aprender, suas aprendizagens anteriores, sua cultura, seus valores, suas etnias, ou seja, reconhecer e valorizar as práticas socioculturais vividas pelos alunos em seu cotidiano (LIBÂNEO, 2025, p. 22-23).

Práticas pedagógicas motivadoras e contextualizadas reduzem o abandono, fazendo com que o estudante se sinta estimulado a aprender. Metodologias ativas, projetos interdisciplinares, atividades investigativas, recursos digitais e experiências de aprendizagens personalizadas são algumas maneiras de aproximar os alunos do conhecimento e fortalecer sua participação no processo educativo.

O papel do acolhimento e da avaliação formativa

Outro aspecto que precisa de atenção é a relação entre o acolhimento e a aprendizagem. O docente precisa criar situações didáticas que permitam que todos os estudantes tenham condições reais de aprendizagem, considerando seus conhecimentos prévios, ritmos, necessidades e formas de aprender. Segundo David Ausubel (1918-2008), é a partir dessa articulação entre o que o estudante já sabe e os novos saberes que ocorre a aprendizagem significativa.

Dessa forma, o docente deve acompanhar continuamente o desenvolvimento de cada estudante, identificando dificuldades de aprendizagem, competências ainda não consolidadas e possíveis defasagens. Nesse processo, a avaliação contínua e formativa assume papel de fornecer subsídios para o planejamento e de permitir a adequação das práticas pedagógicas às necessidades reais da turma.

É importante também que as práticas avaliativas tenham instrumentos diversos e coerentes com os diversos estilos de aprendizagem dos estudantes e formas de expressão. Alguns demonstram melhor seus conhecimentos por meio da oralidade, outros pela escrita, por produções visuais, atividades práticas, trabalhos individuais ou colaborativos.

Ao promover intervenções pedagógicas situadas e experiências de aprendizagens significativas, o professor contribui para a superação das dificuldades dos estudantes, reduzindo as chances de reprovação e favorecendo o sucesso escolar. Intervir na defasagem dos estudantes é buscar evitar a reprovação e, por conseguinte, uma possível evasão.

O projeto de vida no Ensino Médio e a parceria com a família

Para além da construção de vínculos afetivos e de uma relação horizontal no processo de ensino e aprendizagem, o docente precisa investir no apoio ao projeto de vida dos estudantes, principalmente quando falamos de Ensino Médio, em que os estudantes estão buscando definir o caminho profissional.

Ao dialogar sobre expectativas, sonhos, profissões e possibilidades de futuro, o docente contribui para que os estudantes atribuam sentido à experiência escolar e compreendam a educação como instrumento de ampliação de oportunidades pessoais, acadêmicas e profissionais. Trabalhar com projetos de vida torna-se uma estratégia significativa para fortalecer o engajamento dos estudantes e favorecer sua permanência na escola.

A parceria entre a família e a escola se constitui como elemento essencial para enfrentar a problemática da evasão e da reprovação escolar. A comunicação frequente com os responsáveis possibilita acompanhar a frequência, o desempenho e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes, criando, assim, uma rede de apoio capaz de favorecer a sua permanência e o seu desenvolvimento.

Leia mais: https://www.edocente.com.br/blog/evasao-escolar-o-que-a-escola-pode-fazer/

O docente exerce também um papel estratégico na identificação precoce de situações que podem levar à evasão escolar e à reprovação. A partir do acompanhamento de estudantes com faltas recorrentes, que apresentam alguma mudança de comportamento, desmotivação, dificuldades relacionais e/ou de aprendizagem, entre outros sinais que merecem atenção, o professor que reconhece esses indícios pode intervir pedagogicamente ou encaminhar o estudante para profissionais e órgãos competentes, quando necessário.

Os fenômenos de evasão e reprovação possuem causas múltiplas e, portanto, apesar dessas diversas ações docentes propostas que podem favorecer o combate a ambas, faz-se necessária a ação conjunta de toda a comunidade escolar. A aproximação com os familiares, o acompanhamento da frequência, a valorização das conquistas dos estudantes e a construção de uma escola acolhedora são ações que fortalecem o vínculo.

Portanto, uma escola que promove acolhimento, respeito às diferenças, aprendizagem significativa e participação ativa dos estudantes estabelece bases mais sólidas para a permanência escolar. Nesse processo, você, docente, ocupa lugar central, pois a sua atuação cotidiana pode contribuir para transformar trajetórias, fortalecer vínculos e ampliar as possibilidades de sucesso na escola.

Considerações finais

Embora a evasão e a reprovação escolar sejam fenômenos complexos e influenciados por múltiplos fatores sociais, econômicos, familiares e pedagógicos, o papel docente mostra-se essencial na construção de trajetórias escolares mais exitosas. Por meio de práticas pedagógicas significativas, do acompanhamento contínuo das aprendizagens, da construção de vínculos e do apoio aos projetos de vida dos estudantes, o docente contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e o engajamento com a escola.

Nesse sentido, garantir a permanência dos estudantes no sistema educacional não significa apenas assegurar sua presença física em sala de aula, mas promover condições para que aprendam, desenvolvam-se integralmente e construam perspectivas de futuro. Assim, cada ação docente voltada ao acolhimento, à aprendizagem e ao reconhecimento das potencialidades dos estudantes representa um importante passo no combate à evasão e à reprovação escolar.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar cai 43%. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/apos-dois-anos-de-pe-de-meia-abandono-escolar-cai-43. Acesso em: 28 maio 2026.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Indicadores educacionais avançam em 2024, mas atraso escolar aumenta. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43699-indicadores-educacionais-avancam-em-2024-mas-atraso-escolar-aumenta. Acesso em: 28 maio 2026.

LIBÂNEO, José Carlos; TIROLI, Luiz Gustavo; SANTOS, Adriana Regina de Jesus. Entrevista com o professor José Carlos Libâneo – A educação no século XXI: para que servem as escolas?. Educação em Análise, Londrina, v. 10, p. 1–30, 2025. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/educanalise/article/view/52203. Acesso em: 28 maio 2026.

Minibio da autora

Renata Araújo é docente adjunta do Departamento de Educação a Distância e Tecnologias da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAEADTec/UFRPE), atuando em cursos de licenciatura na modalidade a distância. Doutora e mestre em Educação Matemática e Tecnológica (EDUMATEC/UFPE), com doutorado sanduíche na Universidade Aberta de Portugal (UA-PT). Especialista em Psicologia na Educação e licenciada em Pedagogia pela UFPE. Possui experiência na Educação Básica e no Ensino Superior, incluindo docência e produção de materiais didáticos para a educação a distância. É autora dos e-books Viver Histórias, respirando Artes: catálogo de artistas e obras (2024) e A Interatividade como Processo na Avaliação da Aprendizagem na Educação online (2018).

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