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Pauta para reunião com os responsáveis pelos alunos

04 de fevereiro, 2021 - Por e-docente

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Com o isolamento social, o diálogo entre educadores e tutores (pais e responsáveis) se tornou ainda mais necessário e fundamental no desenvolvimento dos alunos. Pensando nisso, separamos algumas sugestões para montar um plano de reunião mais produtivo e com temas relevantes e necessários a serem discutidos entre a escola e a família. Esta sugestão de pauta foi projetada para um tempo mínimo de 50 minutos de reunião geral, que pode ser conduzida pelo coordenador pedagógico e/ou pelos professores.

Proposta de pauta para reunião com os responsáveis pelos alunos

Tema

A educação escolar necessária hoje

Objetivo

Dialogar com as famílias sobre a educação considerada essencial para crianças e adolescentes nestes tempos em que vivemos.

Encaminhamentos sugeridos

1. Comentar com os familiares que desta vez a reunião será um pouco diferente, porque serão compartilhadas algumas considerações sobre o momento atual e a educação necessária nestes tempos em que vivemos.

2. Apresentar, de forma sucinta e clara, uma breve análise do contexto e dos desafios que se colocam hoje para as escolas, considerando os pontos tratados no texto “Como se planejar para o próximo ano letivo?” – que aborda os saberes decorrentes do processo de isolamento, critérios justos de avaliação, ajustes curriculares necessários, diferentes saberes a serem garantidos no currículo, uso de recursos tecnológicos no ensino, importância do diálogo com as famílias – e outros aspectos que se julgue oportunos, para  complementá-los.

Essa análise pode ser apresentada tanto em uma fala coloquial como em uma leitura – nesse caso, os tópicos do texto podem ser adaptados para compor uma ‘Carta às famílias’, cuja leitura não ficaria extensa nem exaustiva, podendo ser feita em menos de 5 minutos.

3. Propor que os presentes se manifestem e compartilhem suas inquietações, dúvidas e comentários em relação ao que foi abordado.

 É importante instigá-los a, de fato, falarem sobre o que sentem e pensam, mesmo que o tempo se estenda além do previsto de início, pois o objetivo é justamente dialogar com as famílias sobre a educação escolar necessária hoje, não apenas comunicar informações. Como indica um dos tópicos do texto:

“O diálogo com as famílias sobre a educação escolar adequada a crianças, adolescentes e jovens nestes tempos que vivemos é não só imprescindível, mas estratégico: se a escola não assumir a responsabilidade desse diálogo, elas não terão como mudar por si mesmas as suas concepções e, consequentemente, as suas expectativas. Agora que as circunstâncias nos aproximaram mais das famílias, podemos aproveitar essa conquista para refletirmos juntos sobre qual é, afinal, a boa escola para os seus filhos, nossos alunos.”

Entretanto, antes do início da conversa, é preciso recomendar a quem for falar que não se estenda muito, para favorecer a maior participação possível – isso evita o constrangimento de fazer esse alerta após algumas falas longas, se isso ocorrer.

4. Informar que será feito um registro das questões apresentadas, para que se tenha a memória dessa discussão de grande relevância.

 Se for necessário comentar as questões, o mais oportuno é que isso aconteça depois de algumas falas, pois tratar uma a uma tende a ser demorado. Só vale a pena comentar uma questão isolada se merecer resposta imediata.

5. Após a discussão, destacar ainda dois aspectos relevantes:

• Considerando tudo o que foi abordado no início da reunião, vale destacar que nem sempre o material didático será utilizado de maneira completa e ordenada, pois o mais importante é que as propostas sejam ajustadas às reais necessidades dos alunos. Cabe aos professores fazerem um uso inteligente do material, descartando atividades repetitivas e desnecessárias em relação ao que os alunos já sabem e adiando as atividades que ainda precisam esperar um pouco mais, para que outras sejam incluídas antes delas. Os autores de livros didáticos elaboram as propostas para ‘alunos em geral’, de um país inteiro, portanto é impossível que todas sirvam sempre para todos em todas as salas de aula.

• A educação acontece principalmente em dois ‘lugares’: em casa, que é um ambiente privado de vida familiar, e na escola, que é um ambiente público de socialização com diferentes pessoas. Então existem condutas que, se forem semelhantes e coerentes nos dois ambientes, produzirão resultados muito melhores para o aprendizado dos alunos. Um exemplo é a insistência na necessidade de colaboração e parceria nas atividades, quaisquer que sejam elas. A colaboração e o trabalho em parceria – assim como a solidariedade, o respeito, o cuidado com espaços, a postura de estudante, o capricho e o empenho para fazer tudo da melhor maneira possível – são atitudes que aprendemos quando convivemos com pessoas que dão valor a elas e demonstram o tempo todo o quanto são necessárias na escola, em casa, na vida. Se tanto em casa quanto na escola essas práticas são valorizadas pelos adultos, é de se esperar que o aprendizado aconteça muito mais rapidamente.

6. Por fim, enfatizar a importância de escola e família caminharem na mesma direção e de fortalecer, de fato, uma parceria.

 A sugestão, caso isso já não tenha sido feito, é aproveitar esse momento para entregar o calendário de reuniões e eventos da escola durante o ano e também compartilhar os contatos das pessoas responsáveis pelo atendimento aos pais.

Rosaura Soligo

Possui formação em Psicologia e Pedagogia, mestrado e doutorado em Educação, integrou a equipe nacional do PROFA – Programa de Formação de Professores Alfabetizadores e atualmente coordena grupos de formação independentes e presta assessoria a instituições educativas públicas e privadas.

Site: https://rosaurasoligositeoficial.wordpress.com/

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