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Ensino híbrido na Matemática – o “novo normal”: cuidados pedagógicos e novas abordagens

09 de fevereiro, 2021 - Por e-docente

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Todos os estudantes vão voltar ao presencial? Qual será o novo normal? Temos muitas perguntas ainda sem respostas, contudo, algumas indicações já nos parecem mais claras e, dentre elas, vamos tratar de dois aspectos: as possibilidades de abordagem com a hibridez e os cuidados pedagógicos nesse cenário.

São vários os modelos para o ensino híbrido denominados por Horn e Stacker (2015), tais como sustentados e disruptivos, nos quais o ensino e a aprendizagem enquanto processos distintos se complementam permeados por diferentes orientações metodológicas; mas, em todas as situações, o estudante permanece no centro e o professor continua sendo o “maestro” da aprendizagem.

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Vejam, não acrescentei nessa exposição o termo “tecnologia”, pois sabemos que muitos estudantes e escolas do nosso país não possuem acesso e recursos tecnológicos, desse modo, buscamos criar possibilidades para as situações reais, muito embora, a tecnologia seja um meio facilitador.

Então, vamos pensar na presencialidade parcial para crianças do 3º ano do Ensino Fundamental, envolvendo as seguintes aprendizagens de matemática: construção dos fatos fundamentais e a composição e a decomposição de números naturais com até 3 (três) ordens por meio de diferentes adições.

Cuidados pedagógicos essenciais

ensino híbrido

Os cuidados pedagógicos se iniciam nessa escolha: na seleção das habilidades a serem desenvolvidas. Você deve estar se perguntando o porquê disso. Deixe-me explicar, se optamos por acolher nossas crianças, devemos proporcionar oportunidades que consubstanciam respeitar e validar os saberes construídos nesse tempo de distanciamento físico, assim atividades com diferentes soluções nos permitem empoderar as crianças.

PNLD 2021 – Objeto 2: Acesse a obra “Cenários Para Investigação – Humanidades e Matemática em Contexto“.

Novas abordagens para ensino híbrido: materiais e exemplo de exercícios

No momento presencial, podemos explorar a rotação por estações, espaços definidos com diferentes propostas e desafios para serem resolvidos. Mediante o Covid, cada criança deve ter o seu kit com uma calculadora, notas de dinheirinho e um baralho com as cartas de Ás a 10 (dez), caso contrário, devemos pensar na higienização após o uso.

As crianças são divididas em equipes e o tempo deve ser pré-definido para cada estação. Sugerimos organizar 3 (três) estações de trabalho e, em todas elas, um registro deve ser consolidado pelas crianças. Segue exemplo:

  • Estação 1: atividade com desafios envolvendo a “calculadora quebrada”,
    na qual devem compor um número sem utilizar determinada tecla[1].
  • Estação 2: atividade com diferentes composições para um número, utilizando as notas do dinheirinho envolvendo as bases 2, 5 e 10 [2].
  • Estação 3: jogo do Salute com as cartas do baralho e trios que explora, inclusive, a sobrecontagem[3].

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Organização e uso de recursos 

Se a escola possui recursos como sala de informática ou um equipamento com internet, então é possível incluir mais uma estação e incorporar alguns desafios utilizando um Quiz por meio de um aplicativo como Google Forms ou Kahoot ou Socrative ou Mentimeter. Por exemplo: atividade envolvendo a regularidade numérica com o cálculo mental a partir dos fatos fundamentais, na qual os estudantes devem discutir na equipe para escolher a resposta[4].

Essa organização visa o estudante ativo em sua aprendizagem, e você, professora ou professor, tem a oportunidade de acolher as respostas, constituir um diagnóstico utilizando uma pauta de observação para que possa melhor direcionar as atividades a serem realizadas nos momentos à distância, com a organização de atividades diferenciadas conforme os níveis das aprendizagens apresentadas.

Os cuidados pedagógicos devem adentrar nesse espaço de personalização para a constituição da manutenção dos vínculos a partir da equidade, do olhar para cada criança!

Referência Bibliográfica:

HORN, M. B.; STACKER, H. Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação. Porto Alegre: Penso, 2015.

 

Leonora Pilon Quintas

Professora com ampla experiência na docência da Educação Básica e Ensino Superior, incluindo a atuação como Gestora na Secretaria Municipal de Cubatão em São Paulo, com a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos e o Ciclo de Alfabetização. Também atuou como gestora implementando a gerência de avaliação da aprendizagem no grupo Anima Educação. Por 20 anos, vem mediando o desenvolvimento profissional de professores em assessorias com temáticas sobre currículo, didática e avaliação.

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